www.mossoro-reporter.blogspot.com

Loading...

Total de Visitas deste Blog

contador gratuito
TOTAL DE VISITAS ATÉ O MOMENTO

Cadastre-se você também, ja somos 46 brothers no Clube Vip *****

RESERVADO PARA SUA PUBLICIDADE

Calendario

23 de outubro de 2014

HOJE É O ÚLTIMO DIA PARA REALIZAÇÃO DE COMÍCIOS

Hoje (23) é o prazo final para que candidatos que ainda estão na disputa eleitoral no segundo turno possam promover reuniões públicas ou comícios. A regra está prevista no Código Eleitoral e na Lei nº 9.504/97, conhecida também como Lei das Eleições.

Amanhã (24), irão ao ar as últimas propagandas eleitorais gratuitas no rádio e na televisão. Esse também é o prazo final para a divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita e para a realização de debates, que não devem ultrapassar a meia-noite. Os presidentes das mesas também devem comunicar até esta sexta-feira que não receberam o material destinado à votação.

As propagandas feitas com alto-falantes ou amplificadores de som estão permitidas até sábado (25), véspera da votação, entre as 8h e as 22h. A distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, passeatas e carreatas, além da divulgação de jingles ou mensagens dos candidatos por carros de som podem ser feitas também até as 22h.

No segundo turno das eleições, previsto para o próximo domingo (26), 143 milhões de eleitores elegerão o presidente da República e os governadores de 13 estados e do Distrito Federal. Apesar do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a votação será feita das 8h às 17h, obedecendo o horário local.

Com o horário de verão, o Acre passou a ter três horas a menos em relação ao horário de Brasília. Por isso, a divulgação dos números das eleições para presidente da República começará às 20h de Brasília. Os resultados para governador nos 13 estados e no DF serão conhecidos logo após o encerramento da votação.

(Michèlle Canes/ABr)


Quinta-feira, 23 de outubro, 2014.


22 de outubro de 2014

EX-DEPUTADA E LÍDER DO PT DIZ QUE NÃO PODE SER “IDIOTA”, POIS DILMA MENTE


A fundadora do PT e ex-deputada federal Sandra Starling divulgou seu voto em Aécio Neves (PSDB) para presidente. Em seu artigo “Meu voto critico em Aécio é um veto ao voto a Dilma”, Starling diz que é preciso ter coragem para enfrentar os 12 anos de governo “em que o PT se julgou a consciência política do Brasil”, mas foi tão corrupto quanto os demais.

A ex-líder do partido na Câmara disse que a censura sobre o IPEA foi a gota d’água. Segundo ela, os dados do IPEA tornariam oficial o que todos já sabem “a desigualdade social não diminuiu” e a lógica da presidenta Dilma é a mesma do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto que pregava esconder números que não favorecem o governo.

Starling disse que não vai usar o “direito de ser ‘idiota’”, vai votar em Aécio Neves, pois não pode se “calar diante das mentiras que a Dilma vem assumindo” e deve cumprir o “dever de brasileira”.

Por: André Brito

Clique aqui para ler a íntegra do artigo de Sandra Starling no Diário do Poder

Publicado: 22 de outubro de 2014 às 14:43 - Atualizado às 22:20


GO: IMPUGNAÇÃO DE CANDIDATURA DEIXA 2º TURNO INCERTO


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás impugnou, na última segunda-feira (20), o registro do candidato a governador Antônio Gomide (PT), após contestação do Ministério Público Eleitoral (MPE). Gomide, segundo o tribunal, praticou atos de improbidade administrativa na época em que foi prefeito do município de Anápolis (GO) e teve suas contas desse período rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do Estado de Goiás.

O candidato petista já está fora da disputa pelo governo de Goiás por não conseguir votos suficientes para ir ao segundo turno. Ele obteve 10,09% dos votos válidos. A decisão do TRE, no entanto, invalidaria os votos de Gomide, o que daria a vitória em primeiro turno a Marconi Perillo (PSDB). Perillo obteve 45,86% dos votos válidos no primeiro turno e, sem a contagem dos votos dados a Gomide, Perillo teria obtido mais de 50% dos votos válidos.

O PT, no entanto, vai recorrer “a todas as instâncias possíveis” contra a decisão do tribunal. Em nota divulgada por sua assessoria, o partido questiona a rejeição da prestação de contas de Gomide. “Não há imputação de débito, nem prova de dolo. Por conseguinte, não há fundamento para sequer comentar sobre improbidade administrativa”. O partido explica que todas as “possíveis irregularidades” já teriam sido sanadas e que o balancete referente ao ano de 2010 foi aprovado pela Câmara Municipal de Anápolis.


A quatro dias do segundo turno das eleições, nada aponta que eventuais recursos impetrados serão julgados a tempo de impedir que o eleitor vá às urnas decidir entre Perillo e Iris Rezende (PMDB), que obteve 28,4% dos votos válidos no primeiro turno. De acordo com a assessoria do TRE, não há qualquer alteração quanto ao segundo turno no estado até o momento. A situação, conforme descreve a própria assessoria do tribunal, é atípica, mas o calendário para o próximo domingo (26) está mantido.

Caso Rezende vença o pleito no domingo e todos os eventuais recursos movidos pelo PT sejam negados, não está descartada a possibilidade do peemedebista, ainda assim, não se eleger governador do estado, em virtude de haver um novo resultado de primeiro turno. Na última pesquisa do Ibope, divulgada ontem (21), Perillo tinha 60% de intenções de voto, enquanto 40% dos eleitores disseram que votariam em Rezende.

(Marcelo Brandão/ABr)


Quarta-feira, 22 de outubro, 2014. 

DATAFOLHA MOSTRA QUE EMPATE TÉCNICO ENTRE DILMA E AÉCIO SE MANTÉM

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (22) mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 47% das intenções de votos. Aécio Neves, do PSDB, tem 43%. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois seguem tecnicamente empatados. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 46% e Aécio, 43%.

Votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% ainda estão indecisos. Considerados os votos válidos (excluindo-se os brancos, nulos e de indecisos), Dilma tem 52% e Aécio, 48%, o que também configura empate técnico dentro da margem de erro. No levantamento anterior, os índices dos candidatos eram os mesmos – 52% e 48%, respectivamente.

O levantamento detectou aumento do interesse da população pela disputa: 50% dos entrevistados dizem ter grande interesse pela eleição. No fim de agosto, eram 39%.

Contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa Datafolha ouviu 4.355 eleitores nesta terça-feira (21) em 256 municípios brasileiros. O nível de confiança é 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01160/2014.

No primeiro turno, Dilma Rousseff obteve 41,59% dos votos válidos e Aécio Neves recebeu 33,55%. O segundo turno das eleições presidenciais será no próximo domingo (26).

Agência Brasil


Quarta-feira, 22 de outubro, 2014. 


21 de outubro de 2014

OAB-DF CONCEDE CARTEIRA DE ADVOGADO A JOAQUIM BARBOSA


Presidente do órgão havia pedido impugnação do registro do ex-presidente do STF, mas comissão que avaliou o caso decidiu liberar o documento

Depois de ser cotado para Ministro da Justiça, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal concedeu segunda-feira(20) a reativação do registro de advogado do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Aposentado desde o final de julho, Barbosa solicitou a reativação do documento no último dia 12. O presidente da OAB-DF, contudo, havia pedido a impugnação do registro, afirmando que Barbosa “não atende aos ditames do Estatuto da Advocacia”. O caso foi analisado por uma comissão de conselheiros.

Ao longo das quatro páginas do documento em que pede a rejeição da carteira de advogado para Barbosa, Rocha enumerou uma série de desentendimentos entre o ex-ministro e advogados. Um dos casos citados se deu em março do ano passado durante votação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual Barbosa também era presidente. Após os conselheiros decidirem aposentar um juiz acusado de relação indevida com advogados, Barbosa afirmou que havia “muitos juízes para colocar para fora”. E continuou: “Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”. A afirmação provocou manifestação conjunta Conselho Federal da OAB, da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Em sua decisão, a comissão que analisou o caso avalia que Barbosa “flertou muitas vezes com a ilegalidade, com o desrespeito à lei que rege a classe”. Mas prossegue: “não cabe, entretanto, no conceito que se tem de inidoneidade, tal como admitido na jurisprudência deste Conselho Seccional e na do Conselho Federal”.

Barbosa também bateu de frente com os magistrados ao se opor à criação de novos Tribunais Regionais – projeto que acabou sendo aprovado após uma manobra no Congresso Nacional. Ao criticar os gastos desnecessários com a criação de tribunais, Barbosa afirmou que os locais serviriam “para dar empregos para advogados”, e que seriam criados “em resorts” ou em “alguma grande praia”. (VEJA)


Terça-feira, 21 de outubro 2014

19 de outubro de 2014

LIBERDADE DE EXPRESSÃO É UM DOS TEMAS DA 70ª ASSEMBLEIA GERAL DA SIP


A atual situação da liberdade de imprensa na América Latina, as ameaças para a liberdade de expressão, novas estratégias de gestão dos meios de comunicação, projetos editoriais que geram novas audiências e tendências da publicidade voltada para formatos digitais estão entre os principais temas da 70ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que será realizada a partir de amanhã (20/10), em Santiago, Chile.

O evento, que será realizado na Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), terá atividades entre os dias 17 e 21 de outubro. Entre os que devem participar da cerimônia de abertura estão a presidenta chilena, Michelle Bachelet; o ministro das Relações exteriores do Chile, Heraldo Muñoz; a presidenta da SIP, Elizabeth Ballantine; e a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

A SIP foi responsável pela Declaração de Chapultepec, uma carta de princípios que estabelece dez pontos básicos para o desempenho eficiente da liberdade de informação nas democracias. Chapultepec é o nome do castelo mexicano onde foi realizada, no dia 11 de março de 1994, a conferência que deu origem ao documento. A declaração foi assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 1996 e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.

Agência Brasil.

Domingo, 19 de outubro, 2014



18 de outubro de 2014

CANDIDATOS BRASILEIROS COM REGISTRO NEGADO CHEGAM A QUASE 3 MILHÕES DE VOTOS


Ao todo, a lei prevê 14 hipóteses de inelegibilidade, quem for pego um uma delas está sujeito a ficar até oito anos longe da disputa como candidato

No primeiro turno das eleições, no último dia 5, mais de 2,8 milhões de votos foram dados a 680 candidatos que concorreram com o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral. No momento, esses candidatos aguardam decisão sobre os recursos apresentados para saber se conseguiram o número de votos suficientes para assumir a vaga pretendida.

A maioria, ou 404, pleiteava uma vaga de deputado estadual, 253 tentaram vaga para deputado federal, cinco para senador, três para governador e 15 para deputado distrital. No momento, esses candidatos aguardam decisão da Justiça Eleitoral sobre os recursos apresentados para saber se conseguiram o número de votos suficientes para assumir a vaga.

Segundo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas o estado do Tocantins não conta com candidatos nesta situação. O Rio de Janeiro lidera o número de barrados, com 274 candidatos, 40,23% do total; São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, ficou em segundo lugar, com 163 candidatos com registro negado, 23,93%. Além de problemas com a Lei da Ficha Limpa, os candidatos estão nessa situação por quitação eleitoral, indispensável para que um cidadão possa ser votado.

Até que não haja mais possibilidade de recurso, os votos desses candidatos ficam zerados. A expectativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, é que 100% dos processos sejam julgados até o fim deste mês.

Por Thiago Araújo

Sábado, 18 de outubro, 2014.


CANDIDATO TUCANO ANUNCIA DIZ QUE ACATARÁ MEDIDAS SUGERIDAS PELA ALIADA


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, confirmou ontem (17) que vai incorporar medidas sugeridas pela ex-senadora Marina Silva, do PSB, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Entre as propostas de Marina, estão a consolidação e ampliação das políticas sociais do atual governo, como o Bolsa Família, e o desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

No primeiro encontro oficial dos dois, em um espaço empresarial, no bairro da Lapa, sem o seu tradicional coque e penteada com um rabo de cavalo que deixou à mostra os longos cabelos cacheados, Marina Silva causou impacto entre os presentes, em sua maioria líderes, do PDSB, PSB e das siglas que estão apoiando Aécio no segundo turno. Brincando, ela justificou que, por estar com gripe, não pôde prender os cabelos como de costume.

Aécio disse que o apoio de Marina o deixa em uma condição mais confortável na disputa com a candidata do PT, Dilma Rousseff. “Estou hoje vivendo um momento muito, mas muito marcante, eu diria histórico, desta caminhada”. Ele, no entanto, evitou comentar se a ex-ministra o acompanhará em comícios e atos públicos.

“A forma como Marina vem participando é a melhor possível. É em torno de um projeto. Estou extremamente agradecido à generosidade da Marina, que não fez qualquer tipo de exigência. Apenas propôs o aprofundamento de algumas questões de que nós já tratávamos”, acrescentou o candidato. Ele reafirmou que há convergências entre sua plataforma e a da ex-ministra.

O tucano comparou a união partidária ao momento vivido no país, há 30 anos, quando seu avô, o presidente Tancredo Neves obteve a adesão de siglas de todas as tendências em torno da intenção em encerrar um ciclo autoritário. Tancredo adoeceu antes de tomar posse e morreu em março de 1985, sem assumir o cargo.

“”Essa aliança foi vitoriosa. Infelizmente, o destino não permitiu que meu avô, Tancredo, assumisse a Presidência da República, mas as instituições estão aí, sólidas, e cada brasileiro pode escolher o seu destino. Fizemos a travessia em uma união de forças de pensamentos distintos”, lembrou ele.

Com críticas à sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff, Aécio lamentou o tom do debate de ontem (16), no SBT, e disse que apenas procurou se defender dos ataques.

“Eu propus, todas as vezes que pude, o debate em torno de temas. Sugeri à presidenta que falasse de segurança pública, que falasse de educação, mas a estratégia dela, ou de seu marqueteiro, não foi essa. Eu pretendo continuar apresentando propostas, mas reagirei a todas as ofensas, às calúnias e às mentiras que transformaram essa eleição talvez na pior, do ponto de vista ético, dos últimos tempos”, afirmou.

O candidato do PSDB propôs uma espécie de trégua. convidando a adversária a falar de temas de interesse do país. “Vamos debater o futuro, vamos mostrar nossas diferenças, que são realmente muito grandes. Vamos pedir que, democrática e livremente, os brasileiros tomem a decisão que acharem mais adequada. Eu respeitarei qualquer que seja ela. Nós estamos a uma semana das eleições, os brasileiros merecem que aqueles que disputam a Presidência da República digam o que pretendem fazer em relação ao futuro do Brasil.”

(Marli Moreira/ABr)


Sábado, 18 de outubro, 2014.

17 de outubro de 2014

ABAIXO DA CINTURA

Campanha chega ao nível mais baixo com insinuações de Dilma. Quando a presidente Dilma disse que para vencer uma eleição "faz-se o diabo", estava antecipando a falta de limites éticos que sua campanha vem demonstrando. Ontem, chegamos ao ponto máximo até agora, com a presidente da República insinuando que seu oponente é bêbado ou drogado, num golpe baixo que até mesmo no MMA é proibido.

O candidato Aécio Neves teve a única reação possível, disse que se arrependia de ter se recusado a soprar o bafômetro, e elogiou a Lei Seca. Uma tentativa de contenção dos danos por um deslize que um homem público sabe que pode ter consequências. Essa era uma carta previsível, diante do festival de baixarias que vem dominando esta campanha, e já fora jogada na véspera quando o ex-presidente Lula, num palanque onde estava cercado dos Barbalho - ele tem uma dívida qualquer com o chefe do clã, Jader, cuja mão beijou em outras campanhas -, disse que uma pessoa que se recusa a soprar o bafômetro não pode ser presidente da República.

Logo Lula, que já foi acusado por uma reportagem do "New York Times" de ser um presidente bêbado, ocasião em que foi defendido por diversos políticos, e recebeu a solidariedade generalizada. Escrevi na ocasião que não havia nenhuma indicação de que o hábito de beber impedisse o presidente de governar, o que tornava leviana a reportagem cheia de insinuações.

Mesmo sem entrar no mérito de quem tem mais razão ou culpa no cartório, é espantoso que um político que já foi vítima das piores atrocidades, como a que o hoje seu aliado Fernando Collor de Mello fez na campanha de 1989, possa se utilizar de métodos semelhantes na ânsia de derrotar seu adversário.

Collor colocou no ar a mãe de Lurian, filha de Lula, para acusá-lo de tê-la obrigado a fazer aborto, uma baixaria que entrou para a História política negativa brasileira. O estrago foi grande na ocasião e desestabilizou Lula para o resto da campanha. O candidato Aécio Neves aparentemente reagiu ao ataque baixo com tranquilidade, lembrando que Dilma usava os mesmos métodos que Collor utilizara contra a família de Lula.

O contra- ataque sobre o nepotismo, apontando que Igor Rousseff, irmão da presidente, era funcionário fantasma na gestão de Fernando Pimentel na prefeitura de Belo Horizonte, num caso típico de nepotismo cruzado, foi feito pedindo desculpas por baixar o nível, querendo ressaltar que Dilma procurara atingir sua família.

Uma manobra diversionista para marcar no eleitor a ideia de que ele queria discutir programas de governo, mas Dilma levava a discussão para o embate pessoal. Aécio ressaltou isso várias vezes no debate. Explicando que sua irmã Andrea trabalhou no governo de Minas como voluntária não assalariada - no papel que poderia ser exercido pela primeira- dama, que não havia, pois era solteiro na ocasião -, neutralizou um dos principais ataques de Dilma.

É claro a esta altura que a campanha, que tem tido um nível muito baixo, com acusações mútuas, não mudará de tom até as urnas em 26 de outubro. Os dois candidatos se encontram em empate técnico, e o PT demonstra, por gestos e atitudes, que não pretende abrir mão de seu projeto maior de poder assim facilmente. A seu desfavor, uma crise econômica que só faz se agravar, uma crise política que apenas começou, e que terá desdobramentos institucionais seríssimos nos primeiros anos do futuro governo, e um governo precário, com resultados econômicos pífios.

Dilma agarra-se à única tábua de salvação, que é o nível baixo de desemprego, que desaparecerá brevemente com a continuidade da crise econômica. Se conseguir se reeleger em outubro, estará deixando para si uma herança maldita que fará com que os seus eleitores se decepcionem rapidamente com o voto que deram.

Qualquer dos dois que se eleja, porém, terá que enfrentar uma crise econômica e política com um país literalmente dividido, especialmente depois de uma campanha devastadora como esta. Tarefa para quem tem capacidade de negociação e espírito público.

(MERVAL PEREIRA - O GLOBO - 17/10)


Sexta-feira, 17 de outubro, 2014


PARTICIPAÇÃO DE AMARAL EM PROGRAMA DO PT FOI ILEGAL


O ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, pode ser punido pela participação no programa eleitoral da candidata do PT, Dilma Rousseff, nesta quinta-feira. Isto porque Amaral, apesar de ter deixado a presidência da sigla, faz parte de partido que declarou apoio ao adversário de Dilma, o tucano Aécio Neves, e portanto não poderia aparecer na televisão junto com a petista, de acordo com a legislação.

A Lei das Eleições não permite, no segundo turno, participação de filiados a partidos que tenham formalizado apoio a outros candidatos em programa gratuito de rádio e televisão. Se fosse detentor de mandato, o partido poderia pedir até a cassação do político por infidelidade partidária. Como não é o caso, o PSB pode pedir a expulsão de Amaral da sigla.

De acordo com ministros do Tribunal Superior Eleitoral, cabe ao próprio partido – o PSB – levar o caso para ser apreciado pela justiça eleitoral.

Ex-ministro do governo Lula, conhecido pela defesa de produção de uma bomba atômica brasileira, Amaral era vice-presidente do PSB quando o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos faleceu num desastre aéreo, em 13 de agosto passado. Candidatura própria do PSB sempre o incomodou. Lulista, ele pretendia que o PSB fosse apenas um partido de “linha auxiliar” do PT. Foi substituído na semana passada por Carlos Siqueira, ex-secretário-geral do partido e homem de confiança de Eduardo Campos.

-Este raro exemplar de tiranossauro político não deixa de ser coerente com sua falta de ideias. Ele sempre quis se alinhar diretamente com o PT, desistindo de candidatura própria e apoiando a presidAnta. Certamente não enxerga nenhuma roubalheira praticada pelo partido petista.

(Claudio Umberto)

Sexta-feira, 17 de outubro, 2014


16 de outubro de 2014

O BOLETIM DO DATANUNES CONSTATA: COM 55% DOS VOTOS VÁLIDOS, AÉCIO NEVES ESTÁ 10 PONTOS À FRENTE DE DILMA ROUSSEFF


As pesquisas do Datafolha e do Ibope, que acabam de sair do forno, garantem que nada de relevante — rigorosamente nada — aconteceu desde quinta-feira passada, quando cada um dos institutos serviu a primeira sopa de algarismos produzida pelo segundo turno da eleição presidencial. Passados seis dias, Aécio Neves continua com os mesmos 51% dos votos válidos, Dilma Rousseff segue estacionada nos mesmos 49%. Como a margem de erro é de 2%, os alquimistas do Ibope e do Datafolha comunicaram que “a situação é de empate técnico”.
Conversa de 171, comprovou o DataNunes, único instituto que, em vez de pesquisas, faz constatações com margem de erro abaixo de zero e índice de confiança acima de 100%). O boletim distribuído neste 15 de outubro condensou em nove tópicos as razões das significativas mudanças registradas tanto na direção e força dos ventos quanto na temperatura política:
1. No segundo turno, Dilma Rousseff teve de conformar-se com o apoio individual de Luciana Genro, candidata à presidência pelo PSOL (e última colocada em todos os concursos promovidos nos anos 70 para a escolha do Bebê Simpatia de Porto Alegre). Já na largada, juntaram-se à coalizão oposicionista o PSB, o PPS de Roberto Freire, o PV de Eduardo Jorge e o PSC do Pastor Everaldo. Neste fim de semana, a aliança foi reforçada pelo apoio público da família de Eduardo Campos e pela chegada de Marina Silva ao palanque de Aécio.

2. No fim de semana, a aliança liderada por Aécio incorporou campeões de voto filiados a partidos da base alugada. O PDT, por exemplo, segue no time de Dilma, mas desfalcado dos senadores Cristóvam Buarque (DF) e Pedro Taques, governador eleito de Mato Grosso. Também figura no grupo dissidente Antonio Reguffe, senador eleito pelo PDT do Distrito Federal. Como os dois candidatos a governador no segundo turno apoiam Aécio, até o Ibope teve de admitir, numa pesquisa divulgada nesta terça-feira,  que em Brasília o senador mineiro está 30 pontos percentuais acima da candidata à reeleição.

3. No Rio Grande do Sul, Aécio conseguiu o apoio de José Sartori, do PMDB, que se prepara para confirmar no segundo turno a derrota imposta a Tarso Genro no dia 5. Aos lado dos eleitores de Sartori estão os que votaram na terceira colocada, senadora Ana Amélia Lemos, do PP. Como em Santa Catarina e no Paraná, também no Rio Grande do Sul o candidato tucano somará mais de 50% dos votos válidos.

4. O poder de fogo da aliança antipetista no Brasil meridional só é inferior ao exibido na portentosa frente paulista, que garantiu a Aécio 44% do total de votos no Estado que abriga um terço do eleitorado brasileiro. Esse colosso cresceu com a migração de dois terços dos que votaram em Marina Silva, com a prostração paralisante da companheirada surrada nas urnas, com os estrondos da roubalheira na Petrobras e com o entusiasmo dos tucanos vitoriosos, decididos a ampliar os 7 a 1 do primeiro turno que transformaram São Paulo na Alemanha do lulopetismo.
5. No Rio, ressurgiu mais encorpado o grupo que defende a chapa Aezão, formada por Aécio e pelo governador Luiz Fernando Pezão, que disputa a segunda etapa contra o senador Marcelo Crivella. O significado do movimento articulado por prefeitos e parlamentares do PMDB ultrapassa as fronteiras do Rio. Governistas incuráveis, os peemedebistas sempre adivinham quem vai ganhar. A ressurreição do Aezão avisa que, para os peemedebistas, é Aécio o franco favorito.

6. Em Minas, os fabricantes de estatísticas já se renderam aos fatos: Aécio lidera a corrida com folga em todas as pesquisas divulgadas com reveladora discrição pelos fabricantes de índices convenientes ao governo federal.

7. A vantagem da presidente no Nordeste foi consideravelmente encurtada pela inversão do quadro eleitoral em Pernambuco e pelo aumento da votação de Aécio nos Estados em que candidatos da oposição disputam o segundo turno.

8. No mesmo dia em que Dilma resolveu hasteá-la ao lado de Fernando Collor, Renan Calheiros e Renan Filho, a bandeira do combate à corrupção foi arriada pelas revelações feitas às Justiça Federal do Paraná por dois protagonistas e testemunhas da roubalheira na Petrobras. As denúncias vocalizadas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Yousseff, conjugadas com a discurseira moralista de Dilma, confirmaram que o Brasil é o país da piada pronta.

9. O sumiço de Lula é um aviso aos navegantes: o barco de Dilma percorre a rota do naufrágio. Sempre o primeiro a cair fora do porão, o padrinho não é visto ao lado da afilhada desde 3 de outubro. Faz 13 dias que inventa compromissos no Acre, no Rio Grande do Norte ou no Ceará para não dar as caras no palanque em perigo.

Conjugados, os nove tópicos permitem calcular com precisão a posição dos candidatos e a distância que os separa: Aécio Neves tem 55% dos votos válidos e Dilma Rousseff, 45%. A diferença é de 10 pontos percentuais. Por enquanto.
(Coluna Direto ao Ponto-VEJA)
Quinta-feira, 16 de outubro, 2014





CUBA INFILTROU MILITARES NO PROGRAMA MAIS MÉDICOS


EXÉRCITO DESCOBRE MILITARES CUBANOS DISFARÇADOS NO “MAIS MÉDICOS”

Informe reservado “Mensagem Direta de Inteligência” (MDI) ao ministro Celso Amorim (Defesa) atestou que a ditadura cubana infiltrou militares no programa Mais Médicos. A descoberta foi da Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, que recebe gente do Mais Médicos. Ouvido, um suspeito confessou ser capitão do Exército cubano, e que não está sozinho. Amorim nada fez.

Militares brasileiros desconfiaram do “médico” por seus hábitos de caserna (cama sempre arrumada, por exemplo). Era o capitão cubano.

A infiltração de militares no Mais Médicos repercutiu na Câmara. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer convocar Amorim a se explicar.

Bolsonaro avisa que não adianta Celso Amorim negar a existência do informe reservado que lhe foi enviado: ele obteve cópia do documento.

 Fonte: Coluna Cláudio Humberto.


Quinta-feira, 16 de outubro, 2014.

12 de outubro

15 de outubro de 2014

ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS RECEBE DUAS NOVAS AMBULÂNCIAS


O prefeito Hildo do Candango participou na manhã desta quarta-feira (15) da cerimônia de entrega de duas novas ambulâncias, totalmente equipadas, para a Secretaria Municipal de Saúde. A cerimônia aconteceu na Sala de Reuniões do Gabinete do prefeito e no Pátio da Prefeitura. Estiveram presentes, vereadores, secretários de governo e representantes de segmentos sociais e comunitários do município.

 “O mais importante de tudo isto é a demonstração de harmonia entre os poderes. Os vereadores que auxiliam a administração juntamente com o prefeito e todos em favor do bem-estar da população", disse o prefeito Hildo.

Da Assessoria de Imprensa da Prefeitura
Fotos: ASCOM


ATAFOLHA: AÉCIO TEM 51%, E DILMA, 49%


Pesquisa mostra que o cenário segue inalterado na corrida presidencial a onze dias das urnas – indecisos são 6%, e outros 6% votarão em branco ou nulo

Pesquisa Datafolha encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo mostra que o cenário continua o mesmo em relação à rodada anterior, finalizada no último dia 9 de outubro: o candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 51% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos), e a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 49%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, eles estão em empate técnico.

Segundo o instituto, se considerados os 6% de entrevistados que afirmaram estar indecisos e outros 6% que pretendem votar em branco ou nulo, Aécio marca 45%, e Dilma, 43% – ambos oscilaram negativamente um ponto em relação à sondagem passada.

Em outro quesito, batizado de taxa de convicção pelo instituto, Aécio e Dilma também empatam: 42% dos entrevistados afirmaram que estão seguros da escolha do seu candidato.

Aécio teve um aumento de quatro pontos no índice de rejeição: subiu de 34% para 38%. No caso de Dilma, caiu um ponto: de 43% para 42%.


O instituto entrevistou 9.081 eleitores nesta quarta e quinta-feira em 366 municípios brasileiros. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-01098/2014.

(Veja Online)

Quarta-feira, 15 de outubro, 2014.



HERANÇA MALDITA

 

O povo já rejeitou o que está aí; não é tão idiota quanto os outros pensavam que ele fosse
O que há de comum nas situações descritas a seguir?

Madame declara que renovará sua equipe econômica caso reeleita (só queria saber que economista se prestaria ao mesmo papel de manteiga derretida, de capacho onde Madame limpa os pés depois de ditar os rumos da economia, pois, desde que disse que os métodos de Palocci --os mesmos da equipe que fez o Plano Real-- eram rudimentares, todos sabem que a ministra da economia é ela).

Madame declara que Marina, ao dar autonomia ao Banco Central, vai entregar o país aos banqueiros e vai tirar a comida da mesa dos pobres (sabendo que é a inflação que tira a comida da mesa, que ela não se importa que se descontrole e que seu mentor colocou um banqueiro na direção do BC, Henrique Meirelles, que, enquanto esteve lá, manteve-se autônomo), em total insulto à inteligência de alguém minimamente informado, apostando na ingenuidade dos pobres.

Lula declara que teve uma herança maldita do governo FHC, pois pegou o país com dólar a R$ 4 (sabendo que o dólar subiu pela mesma razão que sobe hoje, quando o mercado vê perigo de Madame continuar mandando na economia, ou seja, por medo do PT, e que caiu rapidinho, tão logo Lula cumpriu a promessa de não divergir, na economia, dos rumos dados pelo antecessor).

Madame declara que o povo deve temer a volta dos fantasmas do passado (a que fantasmas se refere? À inflação controlada? Ao Bolsa-Escola idealizado por d. Ruth para não se tornar curral eleitoral, pois estimulava a independência? À economia bem conduzida por Malan, mantida por Lula no seu primeiro mandato?).

Madame esconde que sua política populista para energia elétrica está sendo ruinosa para contas públicas, que são varridas para debaixo do tapete e para que a população pague por ela no ano que vem.

Ela diz que o deficit da balança comercial não vem da gasolina importada cara para ser vendida barata e maquiar os índices de inflação, mas do gasto da elite no exterior, que deve ser punida com IOF.

Marina disse que gostaria de morar no Brasil pintado por Madame e seus marqueteiros, mas é obrigada a viver no Brasil real.

Madame diz que "não sabia", assim como Lula "não sabia" de nada de mal que se passasse na Petrobras e no mensalão.

Madame teme que o PSDB privatize a Petrobras e diz que é antipatriótico "atacar" a empresa, quando justamente o que se quer é reestatizar uma Petrobras tornada ineficiente e dominada por um partido que a aparelhou e que a saqueou.

O denominador comum de todas essas histórias é o CINISMO, o deboche com que se mente e se engana o povo pobre e desinformado.

Marina, um contraste de integridade gritante, sobretudo quando posta ao lado de Madame, disse que o povo já rejeitou o que está aí. Não é tão idiota quanto os outros contavam com que ele fosse.

Capistrano de Abreu propôs uma constituição de apenas dois itens:

1. Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara.

2. Revoguem-se as disposições em contrário.

A herança maldita desses 12 anos de lulopetismo é a falta de vergonha na cara que desceu sobre nós em cascata, vinda do Planalto.

FRANCISCO DAUDT- FOLHA DE SP - 15/10

Quarta-feira, 15 de outubro.


GOVERNO ESTIMA ECONOMIA DE 2.595 MW COM HORÁRIO DE VERÃO



O Horário Brasileiro de Verão, que começa à zero hora do próximo domingo, 19, deve resultar em uma economia de 2.595 megawatts (MW) até 22 de fevereiro de 2015, de acordo com estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME). Este ano, todos os Estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, incluindo o Distrito Federal, adotarão o horário diferenciado, totalizando onze unidades da Federação. Durante os 126 dias em que o horário será aplicado, a redução de demanda na hora de ponta de carga deve ser de 1.975 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e de 625 MW no subsistema Sul.

Agência Estado


Quarta-feira, 15 de outubro, 2014

12 de outubro,2014

14 de outubro de 2014

ZONA DE CONFORTO


As coisas estão difíceis, mas não impossíveis para a presidente Dilma Rousseff. Se de um lado é inegável que a atmosfera conspira a favor de Aécio Neves como conspirou a favor do avô Tancredo 29 anos atrás, na eleição do colégio eleitoral de 1985 contra Paulo Maluf, de outro o peso do voto direto insere agora um fator de relativo equilíbrio entre os candidatos.


Há um sentimento de esgotamento com o modo de agir do PT, esta é uma verdade que se expressou não apenas na surpreendente votação do tucano – um candidato que chegou a ser considerado fora do jogo – como também no volume de adesões à oposição no início da campanha do segundo turno.


Partidos tradicionalmente aliados ao PT firmaram fileira ao lado do PSDB, artistas e intelectuais saíram do imobilismo e o oposicionismo perdeu o medo de dizer seu nome. Ao sentir firmeza no respaldo social, os tucanos improvisaram a frente de oposição que deixaram de organizar no período da entressafra. Surfam numa onda bastante favorável, mas longe de autorizar prognósticos excessivamente autoconfiantes. Pelo seguinte: com todo o cenário adverso – e vamos pôr adversidade nisso –, nele incluído uma candidata que consegue tornar ininteligível o mais simples dos raciocínios, o governo ainda tem um volume robusto de votos.


Não se pode dizer que estejam exclusivamente concentrados entre aqueles que recebem benefícios assistencialistas. Dilma recebeu 74% dos votos desse público, mas as mesmas pesquisas indicam que 6 de cada 10 eleitores da candidata do PT não são beneficiários de programas do governo. Afora o eleitorado ideológico ou aquele diretamente interessado no aparelho de Estado, é preciso considerar a existência do contingente de pessoas que vivem uma sensação legítima de preservação dos ganhos obtidos nos últimos anos. É o eleitorado conquistado pelo consumo que pensa assim: tenho celular, carro, eletrodomésticos, confortos que nunca tive; votar contra o governo que me proporcionou tudo isso por quê?


Vai explicar a uma criatura de menos de 30 anos de idade o que são aumentos de preços diários, descrédito internacional, balbúrdia nas contas públicas, linhas telefônicas na declaração de Imposto de Renda e outras especificidades de um país completamente desorganizado.


Não é problema dessa imensa parcela se há 12 anos o PSDB não tratou de deixar o governo defendendo seu legado. Hoje muito poucos se lembram das razões pelas quais há telefones à vontade, a inflação não come os salários dos mais pobres que não podem se defender dela no sistema financeiro, a moeda brasileira não é produto podre e os governos subsequentes puderam desfrutar de uma economia arrumada.


Atribuem tudo aos governos do PT que, com muita habilidade e nenhum escrúpulo, se apropriaram do patrimônio fazendo dele tábula rasa sob o dístico de herança maldita. Fizeram do mérito um demérito e agora a oposição tenta recuperar terreno explicando o que imaginou ser autoexplicável, esquecida de que na política não existe vácuo.


Se o PT não tivesse cedido à tentação de construir seu projeto de poder na base do aparelhamento do Estado, das alianças com “os piores”, na permissividade quanto ao uso particular da máquina pública, do autoritarismo no trato da crítica, na desqualificação dos adversários e na defesa reiterada de seus pecados, provavelmente hoje as coisas estariam mais fáceis para a presidente Dilma Rousseff.

Sonhática. Ao dizer que “voto não se transfere”, a fim de desdenhar do apoio de Marina Silva a Aécio Neves, a presidente Dilma Rousseff contraria a razão da própria eleição em 2010. Ou então nesses quatro anos passou a acreditar que era ela a dona daqueles quase 56 milhões de votos transferidos por Lula.

(DORA KRAMER)


Terça-feira, 14 de outubro, 2014

SETE CONTRA AÉCIO DEIXAM CARGOS (QUE NÃO EXISTEM) NO REDE


Em oposição ao apoio declarado pela ex-ministra Marina Silva (PSB) ao candidato do PSDB, Aécio Neves, sete integrantes da Rede Sustentabilidade renunciaram nesta tarde a suas funções na executiva paulista do grupo político. São eles Valfredo Pires, Gérson Moura, Washington Carvalho, Emílio Franco Jr., Marcelo Pilon, Renato Ribeiro e Marcelo Saes. O problema é que o Rede não existe como organização partidária, portanto, não existem sua “executiva” e nem os cargos dos quais o grupo decidiu se desligar.

O grupo divulgou um manifesto no qual anunciaram a decisão de pedir o afastamento, motivados pelo gesto de Marina e pela recomendação da direção nacional da Rede, de sugerir voto branco, nulo ou em Aécio. Na carta, eles alegam que “qualquer um dos candidatos finalistas à Presidência da República reforça os argumentos daqueles que acusam a Rede de ser mais do mesmo, de ser só uma nova roupagem para a velha e corrupta política que tanto nos dispusemos a combater”.


“Não responderemos por esse assassinato dos ideais e princípios que nos atraíram à Rede. Acreditamos que nosso discurso, nossa essência, deveria ser representado por uma clara posição de neutralidade em relação às candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves, recomendando à sociedade um voto crítico, seja este qual for”, argumentam. “E estes velhos hábitos, por hora tem sido agregados à Rede por membros que não entendem e nunca entenderam realmente, em profundidade, que para mudar é preciso fazer diferente”.

Minoria. O porta-voz estadual da Rede, Alexandre Zeitune, minimizou o movimento de dissidência. “É um grupo extremamente pequeno, que não queria construir apoio ao Aécio. Mas isso é natural, nós já tivemos baixa quando não fomos legalizados”, disse, ao lembrar que houve integrantes que deixaram o partido no ano passado, quando da parceria de Marina Silva com Eduardo Campos (PSB). “A maioria em São Paulo aplaudiu o posicionamento nacional (de incentivar voto nulo ou em Aécio) e o posicionamento de Marina (de apoiar Aécio) foi exatamente o que as pessoas esperavam”, argumentou.
 (Diário do Poder)

Terça-feira, 14 de outubro, 2014