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4 de julho de 2016

RODOVIÁRIOS SUSPENDEM GREVE APÓS ACORDO COM EMPRESÁRIOS




Os rodoviários entraram em acordo com os donos das empresas de ônibus, com isso foram canceladas as paralisações e suspensa a greve que estava marcada para segunda-feira (4), os carros extras voltam a rodar a partir de hoje.

Ficou acertado que a categoria terá o reajuste salarial de 10% e 11% no ticket-alimentação, no plano de saúde e na cesta básica. Além de 30% no convênio odontológico.  A categoria reivindicava reajustes de 20% no salário e ticket-alimentação e reajuste para adicional noturno e hora extra.

Desta forma o salário dos motoristas passa de R$ 2.121 para R$ 2.333 e dos cobradores de R$ 1.108 para R$ 1.219. Já o ticket-alimentação e a cesta básica vão para R$ 733.

A categoria fez diversas paralisações-relâmpago durante duas semanas, o que levou os empresários a recorrerem ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou na última sexta (1) que 80% da frota fosse mantida na segunda.

Por: Francine Marquez

Segunda-feira, 04 de julho, 2016

3 de julho de 2016

BRASIL TEM, DE FERROVIAS A SANEAMENTO, CERCA DE 5 MIL OBRAS PARADAS



De Norte a Sul do Brasil, milhares de empreendimentos iniciados com o dinheiro público estão parados, sem perspectiva de retomada. Um levantamento feito pelo ‘Estado’ mostra que há, pelo menos, 5 mil obras paralisadas no País inteiro, num total de investimentos de mais de R$ 15 bilhões. Os projetos estão espalhados por vários setores e incluem restauração e pavimentação de rodovias, expansão de ferrovias, escolas, construção de prédios públicos e saneamento básico.

O trabalho foi elaborado com base em informações dos tribunais de contas dos Estados (TCEs), programas online de acompanhamento de obras e levantamento dos Ministérios de Cidades, Integração Nacional e Transportes a pedido da reportagem. Embora seja alarmante, o resultado pode ser considerado conservador: de todos os TCEs consultados, dez tinham acompanhamento dos projetos (municipais e estaduais), como o tribunal do Paraná, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Os prejuízos causados pela paralisação de obras são incalculáveis, afirmam especialistas. Além do transtorno para a população, que não contará com os benefícios dos projetos, a situação representa um grande prejuízo para os cofres públicos, com o inevitável aumento dos custos numa retomada da obra. Outro reflexo está estampado no crescente avanço do desemprego no País.

Importante indutor de emprego e renda, o setor da construção já demitiu mais de 700 mil pessoas com carteira assinada de novembro de 2014 para cá. “A situação piorou muito no último ano. As obras que não pararam estão com ritmo bastante lento”, afirma o presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins.

Com o País afundado numa das piores crises da história, falta dinheiro para quase tudo, especialmente para a continuidade dos investimentos. O problema é que a deterioração das contas do governo federal tem um efeito cascata nas finanças de Estados e municípios, que hoje não têm dinheiro nem para pagar os funcionários públicos. Com as contas no vermelho, a medida mais fácil – e mais perversa – é cortar investimentos. “Boa parte das obras dos governos estaduais e municipais é feita com recursos de convênios do governo federal. Eles não têm recursos para tocar os projetos”, afirma Martins.

O enfraquecimento da economia brasileira, no entanto, é apenas um dos motivos da paralisia generalizada de obras Brasil afora. Há questões crônicas como projetos malfeitos, burocracia, entraves ambientais e falta de planejamento. Na pressa para começar a construção, muitas obras começam sem ter um projeto executivo adequado – medida que atrasa os empreendimentos e dá margem à corrupção.

“A falta de planejamento é muito presente nas obras públicas”, afirma o auditor Alfredo Montezuma, do Núcleo de Engenharia do TCE de Pernambuco. Ele afirma que o Estado tem hoje 514 obras paradas, no valor de R$ 3,7 bilhões. Outros 913 projetos, cujos contratos somam R$ 3,08 bilhões, estão em fase de análise e têm indícios de paralisação.

Um dos empreendimentos parados em Pernambuco era para ter sido concluído na Copa. Trata-se da implementação da Hidrovia do Rio Capibaribe – um sistema fluvial para o transporte de passageiros. Segundo a Secretaria das Cidades do Estado, 8,5 quilômetros do rio foram dragados na primeira etapa do trabalho. Mas os serviços tiveram de ser interrompidos por falta de uma solução da prefeitura de Recife para as palafitas que ficam no entorno. “Os governos conseguem dinheiro para o projeto, mas as desapropriações têm de ser feitas com recurso próprio. Aí não tem dinheiro, a obra para e tudo o que foi feito corre o risco de se perder”, diz Montezuma.

Enquanto isso, o Brasil sofre com uma infraestrutura precária e com baixas taxas de investimentos, que neste ano recuaram para em 16,9%. Mas, nem mesmo nos tempos de bonança, o País conseguiu superar 21%, taxa considerada mínima para uma nação em desenvolvimento. Um dos motivos é a dificuldade de levar adiante os empreendimentos, seja em qual for a esfera pública, se federal, estadual ou municipal. (AE)

Domingo, 03 de julho, 2016

2 de julho de 2016

NÃO ADIANTA BRIGAR COM OS FATOS




No que seriam os estertores de sua permanência no poder, mesmo agora limitados, Madame surpreendeu uma vez mais. Esta semana concedeu entrevista a uma revista francesa e disse com todas as letras: o Lula será candidato a presidente em 2018.

Até o dia em que deixar definitivamente o poder, prevê-se que a 26 de agosto, Dilma Rousseff não dará o braço a torcer. Não admitirá a iminência de estar saindo. Logo depois, porém, dará troco. Lançará o antecessor para sucessor.

É preciso atentar para o conteúdo. Concorde-se ou não com ele, o Lula dispõe de pelo menos metade do eleitorado. O PT pode estar em frangalhos, desmoralizado e exangue, mas dispõe de uma liderança inconteste. Para seus contingentes, permanece sua primeira e única opção, a despeito de sítios, apartamentos, palestras e viagens subsidiadas.

Com uma vantagem: o outro lado carece de uma única opção, muito pelo contrário. Ainda que no final possam a aglutinar-se num só nome, partirão para o embate sucessório com vasto leque de opções. Aécio Neves, Geraldo Alckmin José Serra, Ciro Gomes, Marina Silva, Ronaldo Caiado e quantos mais?

Desgastado o ex-presidente está, até às voltas com a Justiça. Uma vez lançado, porém, crescerá. Primeiro, por falta de opção. O PT não dispõe de outra saída. Depois, pela dificuldade de seus concorrentes se entenderem antes do primeiro turno. Por último, os prováveis fracassos do governo Michel Temer em sua trajetória neoliberal. 

Em suma, eis um novo personagem no palco, que não pode ser ignorado. Não adianta brigar com os fatos.

Por: Carlos Chagas

Sábado, 02 de julho, 2016