Mensagem

Cadastre-se você também, ja somos 46 brothers no Clube Vip *****

RESERVADO PARA SUA PUBLICIDADE

Calendario

25 de julho de 2017

GOVERNO DEVE LANÇAR PDV PARA SERVIDORES DO EXECUTIVO ATÉ O FIM DO MÊS.




O governo federal deve lançar até o fim do mês um programa de demissão voluntária (PDV) para os servidores federais do Poder Executivo. De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a ideia é oferecer aos interessados até 1,25 salário por ano trabalhado. O PDV, comum em empresas públicas como Correios, Banco do Brasil e Caixa, servirá para enxugar a folha de pagamentos com a redução das despesas com salários de servidores em fim de carreira, geralmente mais altos. Uma Medida Provisória (MP) deve ser editada entre hoje e amanhã para estabelecer as normas do programa e a expectativa do governo é economizar cerca de R$ 1 bilhão por ano.

O cálculo inicial do ministro é de que cerca de 5 mil servidores façam a adesão – ou seja, aproximadamente 1% do contingente de servidores. É uma quantidade parecida ao PDV lançado durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Será editada uma Medida Provisória para o PDV. “Estamos finalizando os preparativos. Até o final do mês vamos editar uma MP”, disse ele. Oliveira disse que o governo está preocupado em reduzir as despesas de pessoal. Na sua avaliação, o PDV é uma maneira eficiente de reduzir os gastos. A MP vai prever a adesão este ano, mas o pagamento só ocorrerá em 2018.

“Gostaríamos de fazer para este ano, mas não temos como pagar”, disse. Ele acrescentou que é muito difícil fazer uma previsão de adesão, principalmente porque o mercado de trabalho no País está muito difícil. Pelos seus cálculos, em um ano o gasto com o PDV já se paga pela economia futura da folha de pessoal. “É uma medida para ajudar na contenção de despesas. Na largada tem um gasto, mas dentro de um ano e pouco já se paga”, avaliou.

Despesas. A despesa com pessoal deve chegar a R$ 284,47 bilhões neste ano, segundo estimativa da área econômica divulgada no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre. Trata-se do segundo maior gasto do governo, depois dos benefícios previdenciários (R$ 559,77 bilhões neste ano).

O governo tem sido criticado por ter aprovado, no ano passado, uma série de reajustes para servidores federais. Neste ano, a conta com despesas de pessoal e encargos sociais deve aumentar R$ 26,6 bilhões em valores nominais (sem descontar o efeito da inflação).

Em 2018 e 2019, a estimativa é de que esse gasto cresça R$ 22 bilhões em cada um dos anos, segundo a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conorf) da Câmara dos Deputados.

O PDV tem sido um instrumento muito utilizado em empresas estatais para diminuir o quadro de funcionários e, consequentemente, reduzir o tamanho da conta de pessoal. Nos últimos três anos, o governo federal desligou 50.364 funcionários das estatais com os PDVs e as aposentadorias incentivadas, como mostrou o Estadão/Broadcast. O número representa 77% do público-alvo dos programas autorizados pela Planejamento.

Terça-feira, 25 de julho, 2017 ás 8hs00

24 de julho de 2017

PROCURADORA DIZ SER PRECISO 'CORAGEM' PARA PROCESSAR PODEROSOS




Na avaliação da procuradora da República Thaméa Danelon, para processar poderosos são necessários conhecimento jurídico, técnico e uma boa dose de destemor. A procuradora faz parte da recém-criada força-tarefa da Operação Lava Jato, em São Paulo. Doze inquéritos já foram instaurados com base na delação da Odebrecht.

"Tem que ter coragem. Os poderosos nos processam na Corregedoria, entram com ação contra a gente. Tem que fazer nosso trabalho, mas com uma boa dose de coragem", considera Thaméa.

Ela faz uma previsão sobre o alcance da grande investigação. "Não dá para colocar um limite. Ela vai chegar onde tiver que chegar."

O Supremo Tribunal Federal enviou à Procuradoria da República em São Paulo 14 petições desmembradas da delação da Odebrecht. Duas se referem ao ex-presidente Lula. Na lista estão ainda supostos "pagamentos de vantagem indevida não contabilizada" em campanhas eleitorais de José Anibal (2010), Alexandre Padilha (2014), Edson Aparecido (2010) - ex-chefe da Casa Civil do Governo Alckmin - e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (2012). Todos negam enfaticamente terem recebido valores de origem ilícita em suas campanhas ou gestões.
A criação da força-tarefa vai permitir uma melhor organização das investigações ligadas à Lava Jato. Em vez de serem livremente distribuídas dentro do Ministério Público Federal, as apurações têm destino certo: o grupo formado pelos procuradores Thiago Lacerda Nobre, José Roberto Pimenta Oliveira, Anamara Osório Silva e Thaméa.

"Já sabemos que o que vier da Lava Jato, vai acabar vindo, vai vir para um dos quatro", afirma Thaméa. "Trabalhando em equipe, se eu saio de férias, os colegas já estão familiarizados. Fica mais fácil de organizar o trabalho."

Segundo a procuradora, a força-tarefa vai facilitar também o contato com autoridades estrangeiras e pedidos de cooperação internacional.

"Eles já sabem quem procurar. Vai facilitar a condução das investigações", diz.

Segunda-feira, 24 de julho, 2017 ás 10hs00

23 de julho de 2017

REPORTAGEM MOSTRA MEANDROS DA RELAÇÃO DE POLÍTICOS E EMPREITEIRAS




A revista veja desta semana traz matéria sobre um bilhete, aparentemente inocente, mas que demonstra com clareza como se dá a relação entre políticos e empreiteiras para favorecimento mútuo.

Em menor escala que o conluio para perpetrar o roubo bilionário à Petrobras, a matéria fala de um bilhete de agradecimento pela "ajuda" em um empreendimento no aeroporto de Guarulhos. Confira abaixo.
O que o leitor vê acima é um fac-símile de um bilhete inocente. Nele, a senhora Ana Flávia Pescuma agradece a ajuda recebida de um empresário. Pelo que se depreende do manuscrito, ela estava feliz por ter conseguido abrir uma loja que vende cachorro quente e pão de queijo no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o Cumbica, em São Paulo, o maior do país.

A inocência do bilhete começa a ficar comprometida quando se descobre a identidade da senhora e do empresário. Ela é assessora de longa data do atual chanceler Aloysio Nunes Ferreira, que ocupava uma cadeira de senador na época em que o bilhete foi escrito. O destinatário é o empresário Cesar Mata Pires Filho, herdeiro do fundador da empreiteira OAS, que comandava as operações do grupo.

Diz o bilhete, escrito em papel timbrado do Senado: “Querido Cesar, aqui a foto da Dog Station que já inauguramos em Cumbica. O Fernando Selles [funcionário da empreiteira] é fantástico e tem tentado nos ajudar. Agora estamos batalhando um espaço no embarque, seja nacional ou internacional. Ele nos disse que nosso café e nosso pão de queijo são os melhores do aeroporto. A loja que inauguramos fica no desembarque. Obrigada por sua ajuda!!! Continuo contando com seu apoio. Você é um grande amigo. ”

Domingo, 23 de julho, 2017 ás 10hs30