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25 de junho de 2016

EX-PRESIDENTE DA ANDRADE GUTIERREZ CONFIRMA A MORO EXTORSÃO DE GIM ARGELLO




O ex-presidente da Andrade Gutierrez e delator da Lava Jato, Otávio Marques de Azevedo, disse quinta-feira, 23, em depoimento ao juiz Sérgio Moro que ‘sem dúvida’ o ex-senador Gim Argello (ex-PTB/DF) pediu a ele doação a políticos em troca de proteção aos empreiteiros nas CPIs da Petrobrás no Congresso, em 2014.

Em seu depoimento perante o juiz da Lava Jato, o delator contou que nos dois encontros que teve em 2014 com o ex-senador, preso na 28ª fase e réu na Lava Jato, foram tratadas de ‘contribuições especiais’ da Andrade e de outras empreiteiras para o grupo de Argello. Ele afirmou que não foi tratado explicitamente de qualquer proteção na CPI, mas ao ser indagado por Moro sobre o motivo que o fazia não ter dúvidas que os repasses envolviam a proteção aos empresários Otávio respondeu:

“Considerando que já tínhamos um plano de doação para o PMDB e o PTB, partidos que eles (Gim Argello e Vital do Rêgo, na época senador e que participou do primeiro encontro com o empresário e Gim) representavam e que haveria contribuição já planejada para o PMDB e ao PTB, não via razão para outro tipo de contribuição, quanto mais para um grupo que eu não conhecia”, disse.

O empreiteiro afirmou ainda que nem queria saber para qual grupo político que era a doação solicitada e indagou “porque eu iria fazer contribuição para um grupo político? Só podia ser assim um grupo político que desse sustentação a ação política de uma agenda da CPI, foi a nossa conclusão (dele e de outros executivos da Andrade), não foi por causa de nenhuma outra vinculação”, contou.

Ele disse ainda que, apesar de ter participado das primeiras reuniões com os grupos de empresários e políticos, a Andrade acabou não entrando no esquema e não fazendo os pagamentos

O depoimento do empreiteiro foi tomado na ação penal contra Argello e outros réus, incluindo o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, pelo pagamento de propinas de ao menos R$ 5,3 milhões em forma de doações eleitorais e até doação para uma paróquia ligada ao ex-senador para evitar a convocação de empreiteiros nas duas CPIs da Petrobrás no Congresso em 2014. Naquele ano, as duas comissões encerraram os trabalhos sem ter ouvido nenhum dos empresários das empreiteiras investigadas na Lava Jato.

As investigações indicam que ao menos a OAS e a UTC acertaram os pagamentos, sendo que parte da quantia foi repassada via doações oficiais para os partidos da coligação de Argello nas eleições de 2014 – formada por DEM, PR, PMN, PRTB e PTB. O Ministério Público Federal não acusa nenhum dos partidos da coligação de irregularidades pois, segundo os investigadores, não há provas de que eles tinham conhecimento de que o pagamento era decorrente dos crimes de Argello.

Parte da propina teria sido entregue ainda em dinheiro vivo para Argello, incluindo uma parcela em euros e outra parte ainda teria sido destinada como doação de R$ 350 mil para uma paróquia de Brasília.

A OAS e a UTC não comentam investigações em andamento. A reportagem enviou e-mail e entrou em contato com o escritório que defende Argello, mas ainda não obteve retorno. (AE)

Sábado, 25 de junho, 2016

24 de junho de 2016

DESEMPREGO E VIOLÊNCIA





No interior, na periferia e no centro das cidades, a violência multiplica-se em progressão geométrica. Os meios para combatê-la sequer crescem em progressão aritmética. Importa menos se as polícias estão desaparelhadas ou se o desemprego crescente aumentou o número de marginais. A verdade é que o cidadão comum asila-se cada vez mais na própria casa. Quando dispõe de uma casa, é claro.

Dos 12 milhões de desempregados que as estatísticas indicam, mas na verdade atingem o dobro, quantos podem manter o sentimento de que vão mudar de vida? Esse é o principal obstáculo para o país recuperar-se. A esperança parece cada vez mais remota.

Por conta disso a violência progride. Prevendo que permanecerá sem trabalho, pressionado pelas necessidades primárias da família, indignado em apelar para a caridade pública, quantos resistem em tomar pela força o que lhes é negado pela falta de trabalho? Trata-se de um estímulo, além de parecer mais cômodo, exigindo menos esforço apesar de maior risco.

Entra em campo o sistema de contrapesos. As autoridades encarregadas de manter a ordem sentem-se diminuídas e impotentes. Também apelam para a violência.

O resultado é o aumento da insegurança. Com a multiplicação dos assaltos, roubos, sequestros, estupros e assassinatos, chega-se ao crime organizado. Bandos transformam-se em quadrilhas. Do outro lado, a reação é atirar primeiro para perguntar depois.

Acresce que a moda pega. Violência chama violência. Tudo em função do desemprego crescente, causa primeira da situação em que vivemos.

Por: Carlos Chagas

Sexta-feira, 24 de junho, 2016

23 de junho de 2016

GOVERNO ANUNCIA RETOMADA DE 4 MIL OBRAS PARALISADAS DO MINHA CASA.



 Após barrar a construção de 11.250 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, o ministro das Cidades, Bruno Araújo anunciou quinta-feira (23) a retomada das obras, em sete estados, de 4.232 unidades do programa que estavam paralisadas.

De acordo com o Ministério das Cidades, a retomada das obras significa um investimento de R$ 310 milhões. O número de obras reiniciadas significa apenas 5,4% do total de obras paralisadas. Ao todo 77 mil obras do Minha Casa, Minha Vida, estão paralisadas, segundo a pasta.

 Na cerimônia, foi assinado um contrato, na presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, de retomada das obras paralisadas. Os estados beneficiados são Acre (714 unidades), Bahia (500), Pará (749), Pernambuco (403), Rio de Janeiro (692), Rio Grande do Sul (278) e São Paulo (896).

As cidades em que as casas serão construídas são Rio Branco (AC), Jequié (BA), Marituba (PA), Palmares (PE), Resende e Araruama (RJ), Carazinho e Igrejinha (RS) e Americana (SP). Segundo estimativas do Ministério das Cidades, com a finalização das 4 mil unidades, cerca de 16 mil pessoas serão beneficiadas.

Os empreendimentos reiniciados fazem parte da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, que é composta por imóveis mais baratos e destinadas a famílias com rendas entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil.

Lançado em 2009, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida se tornou uma das principais bandeiras políticas do governo da presidente afastada Dilma Rousseff.

Revogação de portarias

Com o afastamento de Dilma Rousseff, o ministro Bruno Araújo, indicado pelo PSDB para fazer parte do governo do presidente Michel Temer, revogou duas portarias assinadas por Dilma que ampliavam recursos para categorias beneficiadas pelo programa federal.

Uma das portarias revogadas pelo governo Temer, a de número 173, estabelecia a liberação de recursos para a categoria "entidades" do Minha Casa, Minha Vida. Essa modalidade é direcionada ao financiamento de residências ao público de baixa renda ligado a cooperativas ou entidades sem fins lucrativos.

A portaria 173 autorizava a contratação de até 6.250 unidades habitacionais para os beneficiários da categoria "Entidades". Além disso, a portaria assinada por Dilma orientava a Caixa Econômica Federal e a Secretaria Nacional de Habitação a ampliar o limite de contratações em até 5 mil unidades, o que elevava para 11.250 o número de casas que poderiam ser financiadas.

Por: Gustavo Garcia

Quinta-feira, 23 de junho, 2016