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18 de junho de 2016

REVOGA-SE A PODRIDÃO



Verdade, mentira ou exagero, tanto faz como classificar as delações premiadas do ex-senador Sérgio Machado. Melhor será marcar um “X” nos três quadradinhos. Mais importante será verificar que o sistema político brasileiro apodreceu. A corrupção generalizou-se e atinge a prática eleitoral. Inviabiliza os partidos, os candidatos, o voto e as leis.

Fazer o quê? De início, revogar tudo, mas quem exercerá essa função? O povo, isto é, o eleitor, mas como? Por meio de uma nova lei elaborada pelos políticos, através do voto barganhado por candidatos selecionados pelos partidos?

De uns dias para cá recrudesce a proposta da antecipação das eleições gerais, acoplada à convocação de uma assembleia constituinte exclusiva, destinada a redigir a reforma política. Não vai dar certo, pois os candidatos a exclusivos serão os mesmos políticos de sempre.

Entregar o poder ao Judiciário teve sucesso no passado, em 1945. Mesmo assim, garantia não há da repetição da experiência.

Fala-se do parlamentarismo, mas o entusiasmo arrefece quando se lembra de que esse sistema amplia ao máximo os poderes do Legislativo. Lembra-se da ditadura militar, de memória mais triste ainda.

Em suma, não passamos da constatação de que o país está podre. Que tal um decreto dispondo “revoga-se a podridão!”

Por: Carlos Chagas

Sábado, 18 de junho, 2016


17 de junho de 2016

IGNORAR AS ELEIÇÕES




Conforme o delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, hoje em prisão domiciliar em sua residência de Fortaleza, dezesseis empreiteiras desviaram 109,49 milhões de reais para 23 políticos de oito partidos. Só o PMDB recebeu 109 milhões, sendo que para o senador Renan Calheiros foram 32 milhões, em espécie ou como doações eleitorais. Surpreende, também, o total de 1,5 milhão repassado para o então vice-presidente da República, Michel Temer, quantia desviada a título de ajuda ao candidato derrotado à vice-prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita. A lista apenas envolvendo a Transpetro e sua quadrilha cita José Sarney, Romero Jucá, Aécio Neves, Edison Lobão, Candido Vacarezza, Jader Barbalho, Jorge Bittar, Luis Sérgio, Valdir Raupp, Edison Santos, Henrique Eduardo Alves, Garibaldi Alves, Ideli Salvatti, Walter Alves, Heráclito Fortes, Felipe Maia, Jandira Feghali, Agripino Maia, Francisco Dornelles e muitos outros.

Pode ser que alguns tenham servido apenas para repassar milhões a candidatos dos respectivos partidos, mas fica difícil encontrar quem não se tenha beneficiado pessoalmente. Politicamente, claro que todos.

O delator também relacionou os nomes das empresas pagadoras e dos partidos beneficiados. Vale apenas referir que o total dos repasses surripiados de uma única estatal decorreu do superfaturamento de contratos celebrados entre a Transpetro e as empreiteiras. Multiplique-se a operação pelas centenas de outras empreiteiras e partidos e se terá a soma de quanto perderam os cofres públicos através de uma só fonte pagadora. Imagine-se as outras. Bem como quantos políticos, empresários e funcionários públicos tiveram seus rendimentos, contas bancárias e sucedâneos aumentados. Sem falar nos desvios verificados através de estabelecimentos situados no estrangeiro.

Jamais se roubou tanto, apesar do artifício de que tudo se destinou a auxiliar uns tantos candidatos em períodos eleitorais.

Fazer o quê? Quem quiser que responda, pois cancelar eleições será loucura, como prender todo mundo, também. Da mesma forma, proibir gastos públicos e privados, que ninguém controla. Impedir as reeleições apenas estenderia a corrupção para novas gerações. Em suma, melhor ignorar as eleições. Só que não adianta...

Por: Carlos Chagas

Sexta-feira, 17 de junho, 2016

16 de junho de 2016

IMPRENSA: ALIENAÇÃO OU LIBERDADE DE EXPRESSÃO?




Todos nós sabemos que a imprensa tem um poder de influência muito forte, mas como isso acontece numa sociedade democrática? Bom, é difícil responder essa pergunta, já que a democracia permite a liberdade de expressão, o pensar individual, entretanto os meios de informação cooperam um pouco mais na posição de uma sociedade, nem sempre mostram todas as posições de determinado assunto.

Informar é diferente de opinar. Quando lemos um Jornal ou site não enxergamos os fatos como eles realmente são, mas como o escritor enxerga. Na maioria dos casos, a pessoa é levada por um argumento, pela falta de conhecimento, e isso retira do indivíduo a capacidade de avaliar um caso. No entanto, a imprensa tem um papel importante, o de expressar o sentimento de uma sociedade, ajudar na formação de argumentos, e denunciar o que está muitas vezes oculto.

Em alguns programas de TV, o cidadão pode participar pelo telefone ou internet, e interagir compartilhando sua opinião pessoal, fazendo críticas, ou seja, a imprensa acaba despertando o senso crítico das pessoas. Isto [Isso] é bom, até o ponto em que o assunto é abordado de um modo neutro, sabemos que qualquer situação tem muitos lados e que eles precisam ser respeitados, ou pelo menos debatidos.

A imprensa é um meio de a sociedade exercer a democracia, o modo de dizer o que está pensando, e saber o que está acontecendo. As manifestações públicas contra a violência, por exemplo, são mostradas na televisão, para nos levar a tomarmos uma postura que mude esse sistema, ou seja, é uma arma de manifestação contra ou a favor de uma causa que afeta a todos, não para alienação, mas para através dela o "governo do povo" seja exercido pelo povo.

(Observatório da Imprensa)

Quinta-feira, 16 de junho, 2016