O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso
preventivamente na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira
(12). A ação, batizada de "Vitória de Pirro", investiga a cobrança de
propinas para evitar convocação de empreiteiros na Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) da Petrobras.
A
Polícia Federal (PF) cumpre 22 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro,
Taguatinga (DF) e Brasília.
O
nome de Gim Argello apareceu nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem
partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. De acordo com o Ministério
Público Federal (MPF), foram colhidas evidências do pagamento de propina a Gim
Argello pelas empreiteiras UTC Engenharia de R$ 5 milhões e de pela OAS de R$ 350
mil.
Os
mandados de prisão temporária são contra Paulo Cesar Roxo Ramos e Valério Neves
Campos, ambos ligados a Argello. Os presos serão levados para a
Superintendência da PF, em Curitiba.
O
filho do ex-senador, Jorge Argello Júnior, foi alvo de um mandado de condução
coercitiva. Os demais mandados de condução coercitiva são contra: Roberto Zardi
Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e
Marcos Paulo Ramalho.
Ao
todo, foram expedidos nessa fase dois mandados de prisão temporária, um de
prisão preventiva, 14 de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva,
quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. (Inicialmente a PF havia
informado que tinham sido expedidos quatro mandados de condução coercitiva. Na
verdade, eram cinco. A informação foi corrigida às 8h).
A
prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo
período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à
disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.
Adriana
Justi
Terça-feira,
12 de abril, 2016
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