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4 de novembro de 2016

FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA PAGAM MENOS POR ALIMENTOS; DEMAIS DESPESAS SOBEM





Embora os alimentos permaneçam mais baratos, as famílias de baixa renda gastaram mais em outubro com todas as demais classes de despesas que integram o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), divulgado nesta sexta-feira, 4, pela Fundação Getulio Vargas (IFGV).–

A variação dos preços do grupo Alimentação foi a única a permanecer no negativo, embora tenha diminuído o ritmo de queda: passou de -0,52% em setembro para -0,21% em outubro. Entre os itens que pressionaram o grupo estão hortaliças e legumes (de -7,76% em setembro para 1,16% em outubro); frango inteiro (de 2,29% para 2,81%) e cerveja (de -0,39% para 3,15%). Na direção oposta, ajudaram a conter a taxa os itens leite longa vida (de -8,74% em setembro para -12,98% em outubro); feijão-carioca (de -5,02% para -9,60%); banana-prata (de -8,92% para -5,04%) e ovos (de -1,77% para -4,43%).

Todos os demais grupos tiveram aceleração: Habitação (de 0,39% em setembro para 0,49% em outubro), Transportes (de -0,11% para 0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,06% para 0,36%), Vestuário (de 0,03% para 0,31%), Despesas Diversas (de -0,41% para 0,02%), Comunicação (de 0,11% para 0,76%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,21% para 0,28%).
 
Os destaques foram os itens taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 0,61%), gasolina (de -1,36% para 1,93%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,60% para 0,50%), roupas (de -0,03% para 0,21%), cigarros (de -0,95% para

-0,54%), tarifa de telefone móvel (de 0,01% para 1,51%) e show musical (de -2,91% para -1,08%).

A taxa de 0,18% do IPC-C1 de outubro foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,34% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV.

No acumulado em 12 meses, entretanto, o IPC-C1 ficou em 8,11% em outubro, resultado maior que o do IPC-BR, que avançou a 7,65% em igual período. (AE)

Sexta-feira, 04 de novembro, 2016

CRIAÇÃO DE NOVAS VAGAS DE EMPREGO TEM MAIOR QUEDA DESDE O FIM DE 2009


O índice Catho-Fipe de novas vagas de emprego, calculado com base nos anúncios de emprego no site de recrutamento, registrou queda de 23,9% em setembro, na comparação com igual período de 2015, marcando o maior tombo na base de comparação interanual desde o fim de 2009. Frente a agosto, o recuo foi de 15,5%. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a queda medida pelo indicador é de 6,6%.

No índice que mede a proporção de vagas por candidato, o resultado, de volta ao nível de outubro de 2006, mostra um retrocesso de quase dez anos, com queda de 44,2% na comparação com setembro de 2015. Foi o 26º mês consecutivo de baixa na comparação com mesmo mês do ano anterior, um recorde negativo na série histórica iniciada em 2004.

Ante agosto, houve decréscimo de 16,5% no índice de vagas por candidato. No acumulado de 2016, a queda nesse indicador é de 33,1%.

Também houve forte queda, de 24% na comparação com setembro de 2015, no índice da Catho que mede a relação entre vagas de emprego e a população economicamente ativa. Em relação a agosto, esse indicador mostrou recuo de 13,5%. No acumulado de janeiro a setembro, comparativamente a igual período do ano passado, a queda foi de 8,3%. Quanto maior o valor desse índice, menor tende a ser a taxa de desemprego. Os indicadores são medidos pela Catho em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). (AE)

Sexta-feira, 04 de novembro, 2016

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